O Piropo

Caosofia

O totalitarismo do luto…

Como fazer resistência ao luto?

Quem ganha ao lutar contra ele?

Ou o quê?

Como nadar contra o afogamento?

Como se des(ped)ir?

Ou quando?

Como não um outro arrastar?

Quem deve ganhar?

Ou o quê?

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Da(o)s capangas que carregamos…

1, 2 feijão com arroz…

Quando termina uma infância? Quando a criança deixa de sê-la para crescê-la?

Isso de fato acontece?

Há tempos, como observador de fora de nosso Brazil-varonil, noto que os pátios de parquinhos; os recreios e merendas; os intervalos e horas de soninho parecem assombrar nossas relações com o que mais de crú, cruel e lúdico tivemos (temos? …temo!) nos dourados anos da pré-pubescência.

Homens barbados perseguem mulheres et al tal qual fazíamos (fazemos?), não pelo jogo da sedução que deveriam jogar, mas pelo prazer sádico que reservamos ao outro que não vemos como dos nosssos…

Mulheres formadas ostentam seus amigos gays como troféus sociais nas mais variadas plataformas #dujour para então, como uma passe de mágica (ou como enchiam (enchem?) suas xícaras de chá com um líquido imaginário que não devia nada ao da “vida R(eal)”) apagá-los por completo com suas escolhas e opiniões…

Todos brincam de gente grande nesse grande jardim de infância que chamamos de vida adulta.

3, 4 feijão no prato…

Na lógica do parquinho, quem não faz parte da minha turma, boa gente não é.

Nessa hora do recreio da vida, brincamos de polícia e ladrão, mas esquecemos quem é quem e só olhamos pra farda e/ou camisa listrada.

5,6 feijão inglês…

Essa “vida adulta” se montou sobre a vontade de acumular brinquedos.

Cada dia algo novo aparece e instiga nossa vontade. Nossa imaginação trava, claudica mesmo, diante da EXTREMA necessidade de termos esse mais novo lançamento da Estrela (Matel?).

A brincadeira só vai ter graça desse ponto em diante se todos tivermos esse mesmo brinquedo…

E quem não tem?

Fica de fora, chupando dedo.

7, 8 comer biscoito…

Como crianças pensamos nos mais velhos como, sei lá, gente velha né? História que habita corpos, mas que acabou em vida.

História que repete, peida, fede e vomita, mas que é história e serve para dar exemplo, ensinar e, principalmente, evitar, mesmo que de forma falha, cometamos os mesmos erros.

Mas uia, quem quer ficar perto dessa história fedida e cheia de rugas?

Já foi né? Que queime…

9, 10 comer pastéis…

O (in)dulto que somos teima em não crescer:

Faz filho para a babá criar;

Compra iPhone pra poder brincar;

Quer Mãe pra poder mamar;

Quer PAI pra obedecer;

Quer vida pra não crescer.

11, 12 fazer uma pose!

@infantilices eu e a bee descendo até o chão e fazendo #asinimiga comer poeira #17 #bocaaberta #poderosas #4ever

calada…

Tudo, tudo mesmo, só é porque um significado há.

Veja uma bola, seja ela de qual jogo for. Se ela não existisse para fazer parte de uma comoção, envolta por regras e cheia de expectativas, o que seria ela além de um amontoado esférico de couro ou borracha?

O que seriam das leis se simplesmente as deixássemos de respeitar? Aliás, o que nos faz acreditar nelas como salvaguardas para nossa vida? Qual a razão de seguí-las?

E o amor? Por que acreditar nele? Qual a garantia que isso empresta para nós? Qual a promessa que ele sanciona? Ou que sancionará?

Ainda apanho para entender isso tudo.

Não há manual para sentimentos e muito menos para a vida. Cada um tem a sua, seja seu vizinho ou amigo; seu pai ou mãe. Suas experiências, infelizmente (ou felizmente) não servem como um modelo chave-fechadura para nós mesmos e nem para qualquer outra pessoa além deles próprios…

Às vezes tem a ver com a verdade: como encontrá-la? Onde? Ou mesmo de qual verdade falamos?

Verdade pode ser espiritual, pode ser pessoal e, muitas vezes, política. Verdade, essa vacila sempre né?

Daí podemos pensar: “o importante é a jornada por ela, e não o que encontramos no ‘final’ do caminho”.

É…quem sabe…

Hoje, atualmente, nesse exato instante, penso nos significados. Valores. Pesos. Significantes. Aquilo que atribuímos às coisas de nossas vidas.

Então, agora, hoje, no momento, não atribuo coisa alguma à minha. Como a verdade, vacilo em encontrar momentos em que algo faça sentido. Sentido?!

E não estou sendo exigente viu? Qualquer coisa seria muita coisa; qualquer sentido me amarraria; me ataria e, acho, sei lá, me impederia de flutuar. De me sentir sem gravidade, vazio e esvaziante. Perdido e (se) perdendo.

Gerúndio e particípio…

era uma vez ele e ela. resolveram (se) mudar, mas mal sabiam eles,

tuberculose, azedume e azeviche

tragédia.

 

essa vem da grécia, mas acontece em todo lugar. Começa com alguém e não para, jamais,

ardor, câncrio e miasma

devoção.

 

por outro, a outro, de outro, com outro, n’outro, Outro;

pús, colocar e enxertar

silêncio.

 

O verbo para, tudo para, ele.

As aparências enganam, trucidam e levam vantagem. Corre o jogo, linha de impedimento, linhas brancas, cortes e sevícias.

Amordaçado, feto indignado com a situação do seu vizinho, trucida e canibaliza útero que o envolvia. Em sua sanha mutiladora, come o cordão umbilical e o regurgita, na vã esperança de salvar a mãe que o envolvia.

“Tentei recriar o que me envolvia”, diz o feto às autoridades.

Feto e mãe caminham no inferno.

Agência (mor)ters

Estações

Como as estações, resolvi mudar.

Comecei outono, dourado e reluzente. Frio, mas nem tanto.

Já se entrevia, penso, tempos mais frios, desolação astral que, me parecia, vivia num eterno hesitar; porvir.

Mas veio…

Inverno, quando aí, se instala mesmo.

Era na sala, no banheiro, embaixo da pia e no quarto também.

É na rua, na esquina e, claro, no trem.

Inverno vem e fica. Teu frio arrepia, te muda, eterno e belo. Azulado, mas sem cor.

Primavera

Explosão de sons, de vida.

Será?

Tudo muda por aqui. Nada permanece igual.

Que bom…

Será?

Estados maníacos de ser

Nada gruda, nada agarra…

Acostumado à uma vida em que os pensamentos são coisa, elo se espanta sempre que a mania se interpõe em suas entranhas.

“Como fazer isso permanecer?”, se pergunta.

Como?

Mania de raiva, mania de dor, mania de pensar o demais muito pouco e de pensar o pouco demais. Mania que assola, mania que assombra e assoberba. Mania que vem e que vaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai…mas nunca fica.

Já pensou?

Mundo maníaco. O que seria delo?

Mania borbulha, mania chia, “está pronto”!, mania está no ponto ou crua, tanto faz….é mania.

A escadaria da frustração…

Até quando alguém anda por uma escada dessas?

Exite prazo de validade, volição, para manter o passo, marcapasso, nesse caminho?

Escada, eterna, que leva o quê? Alguém sabe, ao menos/certo?

 

O incesto é a única relação pura; demais em dem(azia) acabam em devassidão

 

Afinal, quais são as regras?

Ontem assisti à “It Follows” (não vou colocar o título nacional por que não ok? Façam uma pesquisa sobre o filme no Google e verão a razão).

O filme de terror, considerado uma das melhores produções em sua categoria em muito tempo, realmente faz jus ao hype…

Assistam!

Mas uma coisa me chamou a atenção, fora as qualidades óbvias da película. Me chamou a atenção porque, como bom fanático por filmes de sustos e medos primordiais, um traço há em comum em todos as produções assustadoras: regras.

“Cemitério Maldito”: não enterre nada no cemitério.

“Candyman”: não repita por cinco vezes esse nome da frente do espelho.

“Hellraiser”: não resolva o enigma da caixa; e assim por diante…

Já entenderam né?

Os filmes de terror são como contos de fadas modernos, nos mostrando limites, tabus e medos que servem a um objetivo: que ao nosso desejo um limite precisa existir.

Limite esse imposto pelo Outro.

Mas e quando não há regras? Quando o terror que nos persegue não encontra fronteiras? Não faz litoral?

Quando a maldição bate a um ritmo intermitente, sem pressa, mas infindável?

Quando o roteiro não nos salva?

O que resta?

gaveta de silêncios…

o menino, desde sempre, guardou seus silêncios em uma gaveta…

a dor de perder, a frustração de ganhar, o medo de amar… todos silêncios, todos guardados em sua gaveta…

imagine o tamanho da gaveta!

imagine quantas gavetas!

o menino, adulto, acumula silêncios…

o adulto é a gaveta

Que patriarcado?!

Como assim?! Existe quem pense que isso existe?

Arcamos nós, sujeitos, pela pátria, pelo pétreo, pelo pátrio e pelo pátio que insiste em acumular sujeira…

meiofiosujo.jpg

The boy that was a shadow

Once there was this boy, he lived in a very dark place, with no windows nor a way out to the world whatsoever.

Each day he had to grope around the walls of this place just to ger a hold on where he was, the size of it and if there were anything or anyone else there.

 

The dungeon, that’s what he was calling it, was his life and his life was the dungeon….

 

It was hard but he couldn’t understand the whole notion of the gruesome situation he was at because he never experienced anything else.

 

Now, he was the dungeon…

 

Until one day!

 

On this day, he saw a light. It was dim, very weak, yes, but a light, nevertheless.

And that struked him hard!

Initially, he could understand the place where he’s been living since forever; then, he could sense something else, something that surrounded him and the place.

 

All the energy the boy had, all his will, he directed towards making that thin ray of light bigger.

 

And as it grew stronger, he became stronger! He became aware of the whole world, different, brighter, than the one he knew so far.

 

Once he managaed to open a full size door, he finally stepped out of the dark place he knew his whole life.

Now, for the first time ever, he could see!

He was no longer a shadow, he was no longer in the darkness…

cave399

Source: https://aquileana.wordpress.com/2014/04/03/platos-republic-the-allegory-of-the-cave-and-the-analogy-of-the-divided-line/

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